Hoje sonhei contigo. Sonhei com aquilo que hoje não existe. Foi simples: eram 3:48h, acordei e sinceramente já sentia o meu coração acelerado e alterado como se prevesse que ias regressar para mim, nem que fosse apenas numa ilusão. Acendi a luz, peguei na caixa que estava do meu lado direito da cama, abri-o e encontrei apenas memórias e recordações tuas, em palavras. Cada vez que a abria e fechava, o vento fazia o teu cheiro pairar por ali, eu tentava afastá-lo dali porque sim, era apenas psicológico, mas ele não saía, mantinha-se intacto como se tivesse sido entornado um frasco de perfume pelo quarto. Levantei-me, acendi a luz e tentando não fazer barulho, abri a janela e fui falando com as estrelas (sempre me ensinaram que elas não nos mentem, será verdade? eu acredito e tu?) . Posso até nem admitir mas sinto-me na merda, enterrada e vazia. Não sou do tipo de pessoa que consegue controlar os sentimentos, razão então pela qual as lágrimas caiam-me (também me disseram que chorar alívia e peço perdão mas não acho.) . Depois de pedidos e pedidos sem conta ás estrelas, decidi voltar para a cama. Até que dei por mim a acordar e a deparar-me com a almofada repleta de água e pensei "estive a chorar? mas não foi só um sonho? até neles me persegues?". Voltei a levantar-me mas desta vez estava acordada e bem acordada. Calcei os chinelos e fui á cozinha. Peguei em água e bebi, puxei a cadeira branca e sentei-me imaginado o quanto seria perfeito que estivesses ali, para me abraçar e pedir desculpa. Mas sabes, acho sinceramente que sou uma parva por ainda idealizar aquilo para mim visto que me desiludiste e abateste como nunca ninguém o fez. Agora que encontraste um caminho diferente do meu e vais segui-lo, resta-me apenas dizer-te que te amo e que foste a pessoa que mais me "falhou". Agora vai, segue essa estrada mas te garanto, um dia as nossas ruas vão cruzar-se de novo nem que seja para uma troca de olhares de despedida.
Uma última pergunta: como foste capaz de me deixar quando me prometeste nunca o fazer?

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