Gostava de conseguir escrever para vocês sem ter uma lágrima no canto do olho. Gostava de conseguir escrever para vocês sem medos. Gostava de conseguir escrever para ambos com a maior felicidade. Mas torna-se a tarefa mais complicada para mim, até porque é a primeira vez que tento pôr em linhas o que sinto em relação aos dois. Mas como sempre me ensinaram, não custa tentar, mesmo que no fim do esforço o sucesso não seja alcançado.
Começo já por dizer que tenho orgulho no que sou, orgulho em ser quem sou, pelo simples facto de ser a vocês a quem deva agradecer. Criaram uma filha lutadora, alguém que um dia ainda será reconhecida por todas as barreiras que saltou, por todos os obstáculos que mandou ao chão.
Relembro a minha infância como algo que não me traz muita felicidade, talvez por ainda hoje me custar aceitar a realidade de já não vos ter juntos, talvez por ainda hoje me custar escolher com quem passar o Natal e saber que ao escolher um, o outro passar-lo-á sozinho. E sabem? Quebra-me o coração quando vos sinto ir abaixo por ás vezes ainda vos culpar de tudo. Sim, eu sei que ninguém teve culpa do que foi acontecendo, mas há dias em que não me controlo e expludo ao ponto de vos magoar com as minhas lágrimas, e por isso, mais um pedido de desculpas.
E acho que tenho o dever de vos pedir desculpa também por todas as vezes em que fiz ouvidos de mercador, só para não vos ouvir, só por não querer os vossos conselhos, (...)
Sem conseguir dizer mais nada, deixo-vos com o maior AMO-TE da minha vida. São tudo! :')
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